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Alimentação anti-inflamatória pode reduzir risco de demências

A alimentação saudável é o único caminho para uma vida longeva, com saúde e disposição para curtir aqueles que a gente ama. Nessa direção, mais um estudo, dessa vez da Universidade de Atenas e publicado na conceituada revista Neurology, mostrou que um maior potencial inflamatório na alimentação está diretamente associado a um risco aumentado de desenvolver demências na terceira idade, como o Alzheimer.
Quando envelhecemos, passamos por uma mudança funcional da nossa imunidade, a imunosenescência. Ela pode facilitar à inflamação crônica de baixo grau, caracterizando-se por altos níveis de moléculas pró-inflamatórias, como as citocinas. É justamente esse quadro de inflamação que tem sido associado ao declínio cognitivo e ao risco de desenvolver demências, como o supracitado Alzheimer e a demência vascular (caracterizada por perda de funções mentais devido à redução do fluxo sanguíneo no cérebro).
O estudo contou com 1.059 participantes com mais de 65 anos, residentes na Grécia e que tiveram o potencial inflamatório da alimentação avaliado através de um escore que considerou 45 parâmetros alimentares e suas associações com biomarcadores pró-inflamatórios ou anti-inflamatórios. Escore esse que foi compilado através de um questionário de frequência alimentar que continha informações sobre os principais grupos de alimentos consumidos no último mês.
Três anos de estudo depois, de todos os participantes, 62 desenvolveram demências e através desses participantes foi possível chegar a uma associação onde cada ponto a mais de potencial inflamatório da alimentação esteve ligado a um aumento de 21% no risco de incidência de demências.
Sendo que ao todo, pessoas com pontuações mais altas no índice de dieta inflamatória tiveram três vezes mais probabilidade de desenvolver demências em comparação com os participantes com pontuações mais baixas.
Se você ainda estava esperando mais motivos para ressignificar a alimentação, agora tem mais um, então! Coma comida de verdade!
Referência: doi: 10.1212/WNL.0000000000012973.

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