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Costumo ver pessoas que dizem não fumar, mas bebem. Outras que não fumam e nem bebem, mas a alimentação é “zero qualidade”, na base do fast food, do suco de caixinha, dos congelados, um modelo típico da manobra da Indústria em corromper a realidade e os princípios que separam a comida de verdade desta “enganosa” – que nada tem a oferecer. Isso sem falar no campo emocional: há aqueles ainda que levam a vida bem regrados, mas sofrem calados, não conseguem lidar com suas emoções.
Entendam: o que quero dizer aqui é – somos seres humanos e nosso corpo é condicionado por natureza a funcionar como uma engrenagem! As partes formam o todo – e esta é a essência. Logo, se o câncer é multifatorial, atenção a todos os sinais!
Vamos mais ao fundo: no nosso corpo há milhares de multiplicações celulares o tempo todo. Todas nossas células do sangue, hemácias são renovadas quatro vezes por ano e o tempo todo em algum momento uma célula está se multiplicando de forma errônea, mas no indivíduo saudável elas são imediatamente reconhecidas e o sistema imunológico faz apoptose dessas células e corrigem a rota, evitando o desenvolvimento de algum erro celular que poderia vir a ser um futuro câncer!
Claro que a herança genética é sim relevante, mas imagine que seu organismo é um meio ácido, constantemente intoxicado pelo ambiente e que nossa mente coleciona alguns sentimentos mal resolvidos? Deste modo, por conta desse sinergismo negativo no nosso organismo o câncer passa a se desenvolver e se proliferar para o órgão alvo em questão e depois outros (metástase).
Junte – uma alimentação sem valor nutricional (industrializados, embutidos etc), cheia de antinutrientes e alimentos extremamente ácidos, tais como sucos, pães, massas, trigos, leites e derivados, muita carne, refrigerante, álcool que fazem parte constante de nossa alimentação ocidental, que não nutrem, e desviam o Ph do organismo para um ambiente oportuno para o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas como o câncer – à poluição e intoxicação ambiental – ocasionada por fatores como disruptores endócrinos; agrotóxicos; xeneostrógenos ambientais (como o bisfenol A); metais pesados e outros – interferem negativamente no processo de funcionamento do nosso organismo e contribuem com o aceleramento de doenças crônico-degenerativas como Alzheimer, Parkinson e câncer!
Quero falar mais sobre isso para que compreendam:
Disrruptores endócrinos – os disruptores endócrinos agem por mecanismos fisiológicos pelos quais substituem os hormônios do nosso corpo, bloqueando sua ação natural, ou ainda, aumentando ou diminuindo a quantidade original de hormônios. O uso indiscriminável de pesticidas e exposição a algumas substâncias químicas presentes no meio ambiente coloca a população em risco.
É muito importante salientar que muitas dessas substâncias químicas podem estar presentes em quantidades significativas em carnes, peixes, ovos e derivados do leite, muitas vezes, devido ao uso de hormônios na criação de animais e podem ser transmitidas através da placenta e atingir também o feto, é o caso do chumbo. Algumas substâncias químicas se fixam no leite materno durante muitos anos. Além disso, também existem estudos apontando que a exposição a esses disruptores podem causar efeitos gerais e graves na população, entre eles sobre a reprodução masculina, incluindo fertilidade além de diversos tipos de câncer: câncer de mama, câncer de testículo, câncer de próstata e ovário. Saiba mais
Agrotóxicos – O alimento orgânico não é somente “sem agrotóxicos” como se veicula normalmente. Além de ser isento de insumos artificiais como os adubos químicos e os agrotóxicos (e isso resulta na isenção de uma infinidade de subprodutos como nitratos, metais pesados, etc.), ele também deve ser isento de drogas veterinárias, hormônios e antibióticos e de organismos geneticamente modificados. Durante o processamento dos alimentos é proibido o uso das radiações ionizantes (que produzem substâncias cancerígenas, como o benzeno e formaldeído), e aditivos químicos sintéticos como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros. O que compramos pode vir a trazer os tais “disruptores endócrinos” para o nosso corpo, que agem por mecanismos fisiológicos pelos quais substituem os hormônios do nosso corpo, bloqueando sua ação natural, ou ainda, aumentando ou diminuindo a quantidade original de hormônios. Confira porque a alimentação orgânica é a melhor escolha!
Xenoestrógenos – um exemplo é o bisfenol A é um disruptor endócrino que mimetiza os hormônios do organismo e pode causar efeitos negativos sobre a saúde. Ele é utilizado para “enrijecer” o plástico policarbonato transparente, que é usado em uma ampla variedade de produtos de consumo, incluindo garrafas de água e mamadeiras.
Essas substâncias, de maneira geral, desequilibram o sistema endócrino, modificando o sistema hormonal. Os efeitos do BPA no organismo podem causar aborto, anomalias e tumores do trato reprodutivo, câncer de mama e de próstata, déficit de atenção, de memória visual e motor, diabetes, diminuição da qualidade e quantidade de esperma em adultos, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), hiperatividade, infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, obesidade, precocidade sexual, doenças cardíacas e síndrome dos ovários policísticos. Leia mais
Emoções
Pegue estas duas vertentes e some os conflitos emocionais. Quando emoções negativas são mantidas guardadas, encarceradas até, elas vão se materializando em nosso corpo, até vir à tona como tumores, por exemplo. Geralmente, o impacto é relacionado ao órgão ligado à situação em que somos desafiados. Sobre este assunto, convido vocês a lerem (ou relerem) o conteúdo que trouxe nas redes sociais no dia 6 de outubro e fala mais sobre isso.
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