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É como confirma a pesquisa do Dr. Carl Simonton e da Dra. Stephanie-Matthews Simonton, que relacionam a emoção com a doença neoplásica maligna, e ensinam que o nosso organismo origina células cancerosas com frequência, mas que há uma vigilância natural do sistema imunológico que identifica prontamente e destrói estas células, impedindo-lhes a proliferação e, consequentemente, a formação dos tumores. Para os pesquisadores, podemos encontrar em casos de câncer, uma incompetência desse sistema na identificação daquelas células alteradas, relacionando o fato aos distúrbios emocionais. Segundo eles, os hormônios de estresse que são produzidos nos estados de raiva e de ressentimento, quando se mantêm por tempo prolongado seriam os responsáveis pela falha imunológica. Depois dos estudos, os doutores Simonton concluíram que há uma inclinação a guardar ressentimentos e uma marcada incapacidade para o perdão, que são características chave das pessoas com tendência ao câncer. É óbvio que nem todas as pessoas com a doença estavam enquadradas no perfil psicológico referido, bem como nem todas que estavam, desenvolveram a doença. Mas mesmo assim, o estudo já diz o quanto os sentimentos podem influenciar nas doenças crônicas.
No segundo século, o Dr. Galen já dizia que mulheres deprimidas tinham mais tendência ao câncer que as de temperamentos opostos. Também Valliant, apesar de não estabelecer correlações especificas entre traços de personalidade e doenças, demonstrou que alguns mecanismos de defesa são, além de ineficazes, prejudiciais à saúde física. As pessoas, por estarem assim estruturadas do ponto de vista de sua personalidade, não só são mal ajustadas emocionalmente, como fisicamente e têm mais chances de adoecer. Barrows, em 1783, atribuiu o câncer às paixões desenfreadas da mente que afetam o paciente durante um longo tempo. Hunn, por volta de 1822, em texto por ele escrito, “Câncer de Mama”, discutiu sobre a influência de fatores emocionais no surgimento e no crescimento de tumores. Em outro texto clássico, esse de Patologia Cirúrgica, publicado em 1870, Sir James Paget expressou sua convicção de que a depressão, a ansiedade profunda, as esperanças desfeitas e os desapontamentos estavam intimamente ligadas ao aparecimento do câncer, portanto, cabe a nós da chamada “medicina moderna”, alertar nossos pacientes quanto aos perigos de sentimentos ruins e frequentes.
Você acreditando em espiritualidade ou não, tendo fé ou não, precisa pelo menos considerar que estamos sujeitos aos fatores que nem sempre a ciência pode comprovar. Vemos todos os dias milhares de pessoas que sobreviveram ao câncer com uma mente sempre positiva, sempre otimista e que, por conta disso, o próprio organismo estava aberto a uma mudança muito maior. Quando estamos depressivos com a nossa condição, automaticamente qualquer tratamento fica mais difícil. Desistimos do que pode acontecer, por assim dizer. Então se há alguma coisa que você possa fazer por você, é não perder a positividade que te cerca. Mudando nossos hábitos e nossos pensamentos, a doença pode ser apenas uma passagem, e não um fim.
Há uma vertente da psiquiatria – a psiconeuroimunologia – que tem ganhado força, por dedicar-se a estudar exatamente a interação entre o sistema nervoso central (SNC) e o sistema imunológico. Devemos respeitar, acolher e tratar nossas emoções para que elas venham a abalar nosso organismo.
Falamos recentemente no post “Emoções: quando elas se tornam tóxicas ao organismo” sobre as chamamos “doenças de fundo emocional”, que podem se apresentar de formas diferentes: o transtorno de somatização e o psicossomático. Nos casos em que há somatização, a pessoa não apresenta uma doença física comprovada, porém manifesta sintomas físicos, e estes são de “fundo” emocional.
Outro aspecto importante que pouco se reflete: quando a pessoa está sobre forte estresse – por exemplo – ela pode usar isso como um gatilho e aumentar a frequência de determinados hábitos/compulsividade nocivas – tais como fumo, bebida, ingestão e açúcar em excesso, comer demais e sem qualidade.
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